segunda-feira, 28 de abril de 2008

Dois meses se passaram. Ela estava parada em frente ao túmulo, agora sem chorar. Ficou ali, estática por alguns minutos. Queria poder desenterrá-lo, e reviver tudo com ele. Reviver, e dar continuidade à vida que, para ela, não acabara ali.
- Dougie... – sentiu uma lágrima quente correr pelo rosto. – Eu não sei se você pode me ouvir mas... eu sei que você está comigo. Eu sofri... eu ainda sofro acordando todos os dias sem te ver ao meu lado, sem ter o seu abraço pra me aquecer, sem ter você pra me fazer rir. Eu amo tanto você e nós tínhamos uma vida inteira pela frente... Por que você me deixou, hein? – o choro ficou mais intenso. – Eu sei que não foi culpa sua, meu amor. Mas... eu sinto tanto a sua falta. E agora mais ainda, porque... – ela respirou fundo e pôs a mão sobre a barriga. – Eu queria dividir esse momento com você, meu amor. Eu queria que você tivesse aqui pra viver tudo isso mas você não está fisicamente... essa criança, seu filho, é um pedacinho seu. O nosso bebê. Lembra que você tanto queria? – ela sorriu, entre soluços. – Eu sabia que você não ia me abandonar. Que você ia ficar comigo pra sempre. Eu te amo... tanto aqui... – ela tocou na foto do túmulo dele. – Quanto aqui... – e pôs a outra mão na barriga.
O vento passou um pouco mais forte, e ela pôde sentir o que parecia um beijo na sua bochecha. Talvez fosse ele, demonstrando que estaria pra sempre com ela.
(abri os olhos - FFAD)
te amo ♥

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